Cupcakes de côco e laranja aromatizados com óleo essencial de laranja


Gosto muito destes cupcakes porque são muito simples de fazer e ficam com um sabor maravilhoso ao juntarmos apenas uma gota de óleo essencial de laranja. O cheirinho que fica na nossa cozinha é indescritível.

Fiz o ano passado na altura do Natal e a família toda gostou tanto que no dia a seguir tive que fazer nova fornada para poderem levar para as suas casas assim quentinhos e gostosos.

Adoro esta época natalícia cheia de sentimento e valor para todas as famílias. É uma forma de estarmos juntos na cozinha para criarmos receitas fantásticas e dar largas à nossa imaginação. 

O meu filhote aproveita e sempre que me vê a fazer receitas doces vai logo atrás de mim para poder ajudar e provar, claro!!!

Aqui deixo a receita e as suas respectivas dosagens.

Receita:

1 chávena farinha de trigo espelta
1 chávena farinha de aveia sem gluten
75 g de açucar de côco
1 colher de chá de fermento 
1/2 colher de chá de canela
80g côco ralado
1 colher de sopa de sementes de chia demolhada em 3 colheres de sopa de água durante 15 minutos
1 banana ( facultativo)
80 ml óleo de grainha de uva biológico
120 ml de bebida vegetal de aveia e de sumo de laranja (metade de cada)
3 gotas de óleo essencial de laranja


Preparação:

Pré aquecer o forno a 180º adicionar a água às sementes de chia e aguardar 15 minutos.
Esmagar a banana numa taça e misturar bem com o óleo de grainha de uva, a bebida vegetal, o sumo da laranja e as sementes de chia. Numa taça à parte misturar as farinhas e os restantes ingredientes secos. Quando tudo estiver bem misturado adicionar um pouco da parte liquida e ir mexendo calmamente com uma vara de arames e juntar a outra parte até ficar com uma boa consistência. Juntar o côco ralado e o fermento no final. Levar ao forno em moldes para queques ou cupcakes durante uns 20 a 25 minutos ou o palito sair seco. 



Um bom natal para todos :)

Caril de grão com cogumelos shitake e ervas aromáticas



Parabéns meu querido blog 🌷

Hoje fazes 3 anos de vida 💗

Quando comecei esta minha caminhada em escrever receitas vegetarianas, nunca pensei no impacto que isso poderia trazer na minha vida e na vida das outras pessoas.

Ao longo dos anos, fui conhecendo muita gente vegetariana e não vegetariana, aprendi muito e sinto que também aprenderam comigo, tirei cursos, workshops, assisti a conferências e eventos, fui-me estruturando como pessoa e sei que o meu crescimento pessoal passa por desenvolver conceitos e estratégias para que possamos alimentar-nos melhor, de forma mais consciente, ética e feliz.

Quero agradecer a todos aqueles que comigo estão desde o início, que gostam das minhas comidas veggie, que comentam nas minhas postagens, que fazem perguntas, que colocam questões, que querem aprender e conhecer mais sobre este caminho maravilhoso. 

Ao longo deste trajecto, tenho conhecido pessoas incríveis que me ensinaram muito, que me ajudaram a tornar uma pessoa melhor e a estabelecer uma relação de amizade e companheirismo.

Ser vegetariana não é difícil, é acima de qualquer coisa uma questão de consciência, de ética e de amar a vida no seu todo. De estabelecer prioridades e querer melhorar o mundo ao mais alto nível do nosso ser.

Gratidão imensa ao Universo, por se disponibilizar a utilizar todas as ferramentas necessárias, para que eu possa tomar as rédeas de um caminho maravilhoso cheio de capacidades de mudança e empoderamento pessoal.

Para comemorar este dia decidi escrever uma receita de caril de grão, que é um dos pratos que faço com maior regularidade cá em casa e todos apreciam pelo seu sabor, côr e simplicidade.



Ingredientes:

500g grão de bico biológico 
250g cogumelos shitake biológico
1 chávena de arroz basmati biológico
1 cebola roxa grande 
1 dente de alho
3 tomates biológicos
1 lata de leite de côco biológico
1 pitada de sal
1 fio de azeite
temperos: curcuma, pimentão doce, pimenta preta
ervas aromáticas: salsa, cebolinho e coentros


No dia anterior, demolhar o grão em água com um pedaço pequeno de alga kombu ou um quadrado de gengibre fresco. Isso vai fazer com que seja retirado o fitatos, um antinutriente que faz inchar o nosso estômago quando ingerimos uma quantidade generosa de leguminosas. 

No dia seguinte, retiram a alga ou o gengibre, deitam a água da demolha nas plantas para não haver desperdício, e levam ao lume o grão a cozer com uma tira da alga kombu ou de gengibre com um pouco de sal marinho.

Descrição da receita:

Num tacho, levar um dente de alho e um fio de azeite a ferver uns segundos e de seguida juntar o arroz basmati. Mexer um pouco e juntar 2 medidas de água para uma medida de arroz. Adicionar um pouco de sal marinho e deixar cozer até a água evaporar por completo.

Levar ao lume um tacho com o azeite, a cebola cortada em rodelas e o alho bem picado finamente. Ao levantar fervura adicionar o grão já cozido e ir mexendo, juntar o tomate aos pedaços, o sal, a curcuma, a pimenta preta e o pimentão doce. 

Passado uns minutos, colocar os cogumelos shitake e deixar ferver com a tampa por cima para que possam largar alguma água. 

Por último, verter o leite de côco por cima, mexer mais um pouco e deixar a cozinhar mais uns minutos até ficar bem quente e com uma textura cremosa. Terminar com salsa e coentros por cima. 

Bom apetite e até à próxima receita 😍

Somos o que pensamos e só depois o que comemos - Entrevista ao Blog RawGabriela


Deixo-vos aqui uma entrevista que dei para o blog da RawGabriela com o intuito de falar sobre o meu percurso no vegetarianismo, como comecei esta etapa da minha vida, o que vivi e a minha relação com a comida desde essa altura.  

Espero que apreciem e que sirva de inspiração para muitos de vocês que seguem aqui o meu blog, que gostam de colocar questões e que querem saber mais sobre este mundo maravilhoso da culinária vegetariana.

1 – Quando decidiste alterar a tua alimentação e qual foi a razão?

Tenho 40 anos e por volta dos meus 25, decidi alterar a minha alimentação. Primeiro, por uma questão de saúde e depois por uma questão de consciência natural.

2 – Por onde é que começaste? Aconteceu de um dia para o outro ou foi um processo?

Para mim, não foi nada difícil fazer a mudança na minha alimentação. Iniciei-me no Reiki em 2001 e depois dessa primeira formação, a minha vida começou a fazer mais sentido, pois a meio desse ano, descobri através de umas análises que era intolerante à lactose. A partir desse dia, nada mais foi o mesmo. Passei a beber bebidas vegetais logo de um dia para o outro, pois onde morava na altura tinha um Celeiro mesmo à porta de casa, sendo fácil ir lá fazer as minhas compras diárias e semanais. Mais tarde, fui deixando de ingerir derivados de origem animal e até hoje tem sido um processo gradual mas com muita calma e serenidade.

3. Quais foram as reacções da tua família? Moras com alguém, eles também alteraram os hábitos alimentares?

A minha família teve que se habituar à minha mudança. Quando me iniciei no vegetarianismo em 2001, vivia com a minha avó materna, na altura ela achava tudo um pouco estranho, o tofu, o tempeh, o seitan, nem tanto as verduras, as leguminosas ou os legumes, porque esses ela foi habituada desde sempre a cozinhar e a colocar nas sopas. Mas foi-se habituando e até dizia que eu estava mais magrinha. Depois quando me juntei com o meu companheiro, ele já me conheceu assim vegetariana, e sempre aceitou, apesar de não o ser na altura. Depois quando o nosso filho nasceu, a minha mudança na altura ficou um pouco parada por desconhecimento e falta de apetite, no entanto, há um ano atrás, voltei a fazer uma alimentação mais equilibrada e vegetariana e a ensinar ao meu filho da mesma maneira. Os meus pais ainda acham toda a minha forma de ser, estar e pensar um pouco irreal mas já lá vão uns bons anos e têm mesmo que se ir habituando, pois já não vou mudar nada nesse sentido. Contudo, vivo muito feliz com a minha família. Quando há encontros familiares, levo sempre a minha marmita com a proteína vegetal porque tenho sempre verduras, legumes, sopa e frutas para me poder alimentar bem e de forma saudável nas suas casas.

4 – Qual é que foi o alimento/ingrediente mais difícil de largar?

Os alimentos mais difíceis de largar têm sido aqueles que contêm glúten. No entanto, com o tempo tenho vindo a ingerir menos ingredientes com este componente, e por isso, sinto que está próxima essa mudança de vez.

5. Tens algum ingrediente/receita que antes desconhecias e que agora simplesmente adoras?

As Tâmaras Medjool são dos alimentos mais gratificantes para mim e que me deixam imensamente feliz! Só conhecia as tâmaras que costumamos comprar em grandes superfícies, e quando descobri as mil e uma maneiras de se cozinhar com as medjool fiquei rendida. Really? Substituir açucares nas receitas? E ainda sabe a chocolate? Pelo menos para mim! 😉 Adoro-as e sempre que posso, vou às feiras biológicas me abastecer deste manjar dos deuses. Os polvilhos doce e azedo, foi uma descoberta muito recente, e desde que os utilizo para fazer bolinhos sem queijo, bem como os queijos veganos, por não terem glúten, que estou completamente rendida à sua textura e sabor.

6. Qual é o tipo de alimentação que tens hoje em dia? Podes descrever um dia a dia normal?

A minha alimentação hoje em dia, começa logo pela manhã com um copo de água morna e umas gotas de meio limão. Ao pequeno almoço, costumo beber um batido de fruta que normalmente é banana ou maçã, com uma verdura verde e sementes. Por vezes, vario e faço umas panquecas sem glúten com banana e arroz puff ou umas papas de trigo sarraceno com frutas e sementes. Ao almoço, gosto muito de fazer pratos variados como guisado de cogumelos pleurotus ou shitake com legumes, como as beringela e as courgetes acompanhado por arroz basmati ou bulgur com feijão ou grão. Gosto especialmente de fazer refeições onde estejam sempre presentes as leguminosas e os cereais. Ao lanche, bebo um sumo de frutas com umas galetes integrais e doce de abóbora ou queijo vegan de caju, por exemplo. Ao jantar, normalmente como uma sopa bem recheada de verduras e leguminosas ou faço uma refeição de tofu mexido com especiarias acompanhado por uma salada com verduras, se o almoço foi mais fraco. E antes de deitar, bebo um chá de ervas quando tenho vontade. Durante o dia bebo cerca de litro e meio de água aromatizada ou apenas água natural.

7. Como é que fazes quando comes fora? Tens algum lugar preferido?

Costumo ir a restaurantes vegetarianos onde sei que a comida é saborosa e me sinto à vontade, por saber que vou ser bem acolhida naquele espaço onde a comida é bem confeccionada e pensada ao pormenor. Um dos meus restaurantes favoritos é o Terra, situado em Lisboa no Príncipe Real, a comida é muito apelativa e faz-nos lembrar que estamos quase em nossa casa. Outro que costumava ir com alguma frequência é o Jardim dos Sentidos onde provei um caril de legumes maravilhoso. Mais recentemente, fui Ao 26 Vegan Food Project, gostei muito e comi umas bifanas de seitan com batatinhas doces no forno e maionese de tofu com ervas, que estava uma delícia. No entanto, costumo almoçar muitas vezes no restaurante do Celeiro no Centro Comercial Colombo em Lisboa, ou num sitio onde haja comida vegetariana. Se for jantar com amigos nalgum restaurante que não seja vegetariano, mando vir uma salada com batatas ou verduras com arroz ou massas e uns grãos ou feijões que fico satisfeita. Para mim, o que interessa é a companhia, e se puder naquele local mudar alguma consciência já me dou por feliz.

8. Notas alguma diferença na maneira como te sentes antes e depois da alteração da alimentação? A nível físico, mental, emocional?

Sinto-me uma pessoa muito diferente desde que faço uma alimentação vegetariana. A minha saúde está bem melhor a nível físico, mental e emocional. Estou mais calma, ponderada, focada nos meus objectivos e até me sinto uma pessoa mais forte. O organismo sabe sempre o que nos faz bem, ele fala connosco quando algo tem de ser mudado para melhor, pelo menos é nisso em que acredito.

9. Tiraste algum curso / workshop de alimentação? Podes nos deixar alguns nomes de pessoas que te inspiram?

Sim, ao longo dos anos fui tirando cursos, workshops, assistindo a palestras sobre Vegetarianismo e Veganismo, mas mais recentemente, tirei um Workshop de Alimentação Holística em 3 níveis com a Dra. Isabel Costa, Naturopata e Hipnoterapeuta, que me ajudou muito a ver a alimentação crudívora de outra maneira.

Existem muitas pessoas que me inspiram, como a minha família, os meus amigos, o meu percurso, as minhas transformações diárias. Mas mais recentemente, alguns grupos vegetarianos onde estou inserida no Facebook, que me têm inspirado imenso e ajudado a ver o mundo alimentar de outra maneira, de outras formas, cores e feitios. Tem sido uma aprendizagem quase diária, sempre com estudos comprovados, alimentos novos, receitas maravilhosas e fantásticas. Mas acima de tudo isso, inspiro-me naquilo que me tornei, desde que fiz esta minha mudança alimentar tão verdadeira e consciente.

10. Tens alguma mensagem que queres deixar?

Nós somos aquilo que pensamos de início e só depois somos aquilo que comemos. Se nos alimentarmos com ingredientes que nos nutrem de alguma forma o nosso organismo agradece e rejuvenesce diariamente. As frutas, as verduras, os legumes, bem como os cereais ou as leguminosas têm tudo para nos deixarem bem com o nosso corpo, a nossa alma e o nosso espírito. Se eu me alimento com produtos que me fazem sentir enfartada, cheia e com sono isso não é um bom sinal. Por outro lado, se comer alimentos com ingredientes que sejam naturais sem terem sido processados o corpo vive feliz. Caso estejam a pensar em alterar a vossa alimentação, pensem nas vantagens que isso vos pode trazer num futuro próximo. Acredito que as mudanças são feitas por etapas, primeiro queremos mesmo a mudança mas depois não sabemos muito bem por onde começar, depois vem a vontade de fazer tudo por mudar mas depois não sabemos se estamos a fazer tudo certo com os alimentos ou se as combinações alimentares estão correctas. Para isso, existem cursos ou workshops que vos podem ensinar, elucidar e aprender como conjugar uma bela refeição.

11. Tens algum blogue ou página onde as pessoas te podem encontrar?

Sim, tenho um blog que se chama sabor, alma e côr https://saboralmacor.blogspot.pt/ 
e podem também encontrar-me no facebook através do mesmo nome https://www.facebook.com/saboralmacor/

Muito grata pelo convite, Gabriela.

Abraço Luminoso e Um Beijinho Universal.

Arroz de cogumelos pleurotus com castanhas e cebola caramelizada


Existe uma infindável variedade de cogumelos para todos os gostos e feitios mas eu gosto mesmo é dos pleurotus e dos maravilhosos shitake. 

O seu sabor, a textura bem como a sua consistência levam-me a crer que sejam do outro mundo para nos maravilhar com todo o seu esplendor.

Talvez porque são os mais usados na culinária vegetariana contendo em si mesmos todos os nutrientes e proteínas necessárias para uma alimentação equilibrada. 

Costumo fazer esta receita cá em casa e esta semana não foi excepção, pois mais uma vez correu tão bem que resolvi partilhar convosco. 

Umas amigas fizeram questão de saber ao pormenor como faço este prato veganito e então aqui vai a receitinha:

Ingredientes:

500g de cogumelos pleurotus
1 chávena ou medida de arroz basmati ou integral
200g de castanhas assadas
2 cebolas roxas pequenas
2 dentes de alho
1 pitada de sal marinho
azeite q.b.
coentros, salsa, oregãos
temperos: pimenta preta, curcuma, pimentão doce,

Modo de preparação:

Lavar as castanhas em água corrente e dar-lhes um golpe em cruz ou ao meio. Colocá-las numa travessa com um punhado de sal e levá-las ao forno a 160º uns 15 a 20 minutos prestando sempre muita atenção para não enrijecerem nem ficarem queimadas. Reservar.

Num tacho, juntar um fio de azeite mais um dente de alho e deixar alourar por uns minutos. Passar o arroz basmati por água e adicionar ao passo anterior. Mexer um pouco e colocar duas medidas de água a ferver para uma medida de arroz. Colocar a tampa no tacho e em 10 minutos fica pronto. Reservar.

Num wok juntar um fio de azeite, uma folha de louro, as cebolas cortadas em meias luas e os alhos cortados finamente. Mexer um pouco até alourar e, de seguida, adicionar os cogumelos previamente passados por água, apenas uns 2 ou 3 segundos para retirar alguma terra que venha agarrada. 

Ir mexendo até que os cogumelos comecem a soltar alguma água, adicionando os temperos que fazem parte da receita ou outros que seja mais do vosso agrado. Eu gosto de terminar as receitas de cogumelos com salsa e coentros, um pouco de oregãos ou cebolinho. Fica ao vosso critério.

Apagar o lume enquanto os cogumelos ainda estão com algum liquido e juntar ao arroz basmati já cozinhado bem como às castanhas assadas. Podem cortá-las aos bocados ou mesmo servi-las inteiras para poderem saboreá-las ainda melhor.

Bom apetite.